Políticos e entidades criticam discurso de Bolsonaro em ato que defendia intervenção militar - Jornal Diário do Curimataú
Políticos e entidades criticam discurso de Bolsonaro em ato que defendia intervenção militar

Políticos e entidades criticam discurso de Bolsonaro em ato que defendia intervenção militar

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Portal Paraíba -

Políticos e entidades se posicionaram neste domingo (19) sobre a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em um ato em Brasília que defendia medidas ilegais, como a intervenção militar.
Em cima de uma caminhonete, Bolsonaro discursou em frente ao Quartel-General do Exército e na data em que é celebrado o Dia do Exército. Dezenas de simpatizantes se aglomeraram para ouvi-lo, contrariando as orientações de isolamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a propagação do coronavírus.
Entre os apoiadores do presidente, alguns carregavam faixas pedindo “intervenção militar já com Bolsonaro”. As faixas tinham o mesmo padrão e pareciam ter sido feitas em série.

Repercussão

Veja, abaixo, a repercussão:
Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – “Tempos estranhos! Não há espaço para retrocesso. Os ares são democráticos e assim continuarão. Visão totalitária merece a excomunhão maior. Saudosistas inoportunos. As instituições estão funcionando.”
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) 
Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados
Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Renata Gil, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) – “A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vê com preocupação as manifestações de grupos que defendem o fechamento do Supremo Tribunal Federal, da Câmara e do Senado, além de outras medidas ilegais e que agridem a Constituição Federal. Neste momento de crise, o caminho correto para a busca das soluções é o cumprimento rigoroso da lei e o trabalho em conjunto das instituições em prol da construção de soluções. Nossa Carta estabelece, como princípio fundamental da República e da democracia brasileira, a independência e a harmonia entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A AMB está atenta aos acontecimentos e pronta para atuar em defesa da Constituição, da magistratura e do sistema de Justiça.”
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República – 
Human Rights Watch no Brasil – “Ao participar de manifestação em Brasília na data de hoje, o presidente Jair Bolsonaro continua a agir de forma irresponsável e perigosa, colocando em risco a vida e a saúde dos brasileiros, em flagrante desrespeito às recomendações do seu próprio Ministério de Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Além disso, ao participar de ato com ostensivo apoio à ditadura, Bolsonaro celebra um regime que causou sofrimento indescritível a dezenas de milhares de brasileiros, e resultou em 4.841 representantes eleitos destituídos do cargo, aproximadamente 20.000 pessoas torturadas e pelo menos 434 pessoas mortas ou desaparecidas. Em um momento que requer união de todos contra a disseminação da COVIDー19, Bolsonaro se agarra ao radicalismo e demonstra pouco apreço às instituições democráticas do país.”
Anistia Internacional Brasil – “A Anistia Internacional repudia qualquer manifestação pública que tenha como objetivo pedir a volta do regime militar, pedir a volta do AI-5, pedir a volta de um regime político que trouxe para o Brasil tanto sofrimento, trouxe tortura, trouxe desaparecimentos. […] É grave que o presidente da República se junte a esse tipo de manifestação”, disse a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil.” (diretora-executiva Jurema Werneck).
Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB
João Doria (PSDB), governador de São Paulo 
Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador
Weverton Rocha (PDT-MA), senador
Gleisi Hoffmann (PT-PR), deputada federal e presidente nacional do PT
Alessandro Vieira (Cidadania-SE), senador – “Não se governa da caçamba de uma pick-up. E não se lidera mentindo para as pessoas. O @jairbolsonaro que chama para conversar o Centrão é o mesmo que grita fora velha política? Ou assina o PLN4, mas diz que não negocia nada? Chega, vamos apontar cada mentira incoerente. João 8:32”
Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão – “Para desviar o foco de suas absurdas atitudes quanto ao coronavírus e a sua péssima gestão econômica, Bolsonaro resolve atiçar grupelhos para atacar a Constituição, as instituições e o regime democrático. Bolsonaro não sabe e não quer governar. Só quer poder e confusão.”
Juliano Medeiros, presidente do PSOL
Carlos Lupi, presidente do PDT – 
Joice Hasselmann (PSL-SP), deputada e líder do PSL na Câmara
Camilo Santana (PT), governador do Ceará
Rui Costa (PT), governador da Bahia
Telmário Mota (Pros-RR), senador
Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro
Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco
Helder Barbalho (MDB), governador do Pará
Wellington Dias (PT), governador do Piauí
Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) – “No momento atual, em que urge a união do povo brasileiro e a harmonia dos Poderes em torno do enfrentamento a uma pandemia de escala global, é redobrada a necessidade de refutar manifestações como a de hoje, e de velar pela democracia e pelo respeito e fortalecimento das instituições brasileiras como valores irrenunciáveis.”

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