Fabiano Gomes é preso na oitava fase da Operação Calvário - Jornal Diário do Curimataú
Fabiano Gomes é preso na oitava fase da Operação Calvário

Fabiano Gomes é preso na oitava fase da Operação Calvário

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Correio -

O comunicador Fabiano Gomes foi preso temporariamente, nesta terça-feira (10), em João Pessoa, na oitava fase da Operação Calvário. Ele é suspeito de extorquir alvos e potenciais alvos da investigação, que começou em dezembro de 2018. O mandado de prisão temporária determina a permanência de Fabiano Gomes por cinco dias na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, situada no bairro do Roger.
De acordo com a Polícia Federal, Fabiano Gomes ameaçava revelar conteúdo sigiloso caso não recebesse valores por ele estabelecidos. O profissional teria, ainda, ofendido a honra de autoridades responsáveis pela Operação Calvário, ao alegar, indevidamente, que elas eram sua fonte de acesso aos dados privilegiados.
Esta é a segunda vez que Fabiano Gomes é preso. A primeira foi em agosto de 2018, no âmbito da Operação Xeque-Mate. Ele recebeu liberdade em 26 de setembro do mesmo ano.
A redação de Portal Correio procurou entrar em contato com a defesa de Fabiano Gomes e foi informada de que uma nota oficial sobre o caso seria divulgada. O texto não foi encaminhado até a publicação desta matéria.

Lotep na Calvário

A oitava fase da Operação Calvário também apura indícios de lavagem de dinheiro de recursos desviados de organizações sociais da área da saúde, por meio de jogos de apostas autorizados pela Loteria do Estado (Lotep).
De acordo com a Polícia Federal, as investigações demonstram que parte dos recursos foram desviados com a participação de um auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que teria recebido vantagem indevida para embaraçar ou obstar a fiscalização nas organizações sociais.
Nove mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de João Pessoa e Bananeiras, em residências dos investigados, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), na sede da Lotep e do Paraíba de Prêmios.
As ordens judiciais são cumpridas pela Polícia Federal e pelo Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, com participação de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU).

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