Saúde reforça necessidade de vacinação contra o sarampo na Paraíba - Jornal Diário do Curimataú
Saúde reforça necessidade de vacinação contra o sarampo na Paraíba

Saúde reforça necessidade de vacinação contra o sarampo na Paraíba

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Correio -

Após a confirmação de três casos de sarampo no estado, na sexta-feira (13), a Secretaria de Saúde da Paraíba reforçou nesta segunda-feira (16) a importância da vacinação para evitar novas vítimas da doença.
Segundo a Secretaria, a vacina é a única forma de prevenção contra o sarampo, doença viral aguda similar a uma infecção do trato respiratório superior.
O sarampo é uma doença é grave, principalmente em crianças menores de cinco anos, desnutridas e imunodeprimidos (pessoas que têm as suas defesas imunológicas fracas e são facilmente contagiadas por vírus ou bactérias).
A transmissão do vírus ocorre a partir de gotículas de pessoas doentes ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo de pessoas sem imunidade contra o vírus sarampo. O alerta de complicações vale, principalmente, para bebês e crianças com deficiência de vitamina A, desnutridos, gestantes, imunodeprimidos e adultos jovens entre 20 e 29 anos.

Sintomas

Os sintomas iniciais de sarampo são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca.
A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

Vacina

Como prevenção, existem as vacinas dupla viral – protege do vírus do sarampo e da rubéola, podendo ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; tríplice viral – protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola; tetra viral – protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). A vacina pode ser tomada em qualquer dia nos postos de saúde.
Por conta do avança da doença em todo o Brasil, o Ministério da Saúde vai promover uma campanha de vacinação em outubro. A campanha será de forma seletiva, ocorrendo em duas etapas: a primeira no período de 7 a 25 de outubro, dia D em 19 de outubro e como público-alvo crianças de seis meses e menores de 5 anos de idade ( 4 anos, 11 meses e 29 dias).
A segunda etapa será no período de 18 a 30 de novembro, dia D em 30 de novembro e como público-alvo a população de 20 a 29 anos de idade. Estes dois públicos foram priorizados para a participação nessa estratégia considerando que estão entre os mais acometidos e com maior incidência de doença nos surtos registrados em 2019. Ainda, especificamente as crianças menores de 5 anos que apresentam maior risco de complicações e/ou óbitos.
Se não há comprovação de vacinação por meio da caderneta nas faixas indicadas, há necessidade de adultos receberem a vacina.
Para quem não se lembra que tomou a vacina ou perdeu o cartão de vacinação, a orientação é de procurar um posto de saúde para tomar a vacina. Mesmo que a pessoa tenha tomado a vacina antes, tomar de novo não vai fazer mal. Veja abaixo quem deve tomar a vacina contra o sarampo.
As crianças de seis meses devem tomar a chamada ‘dose zero’. A vacina deve ser ministrada em duas doses a partir de um ano de idade até 29 anos, 11 meses e 29 dias de vida do cidadão, respeitando o intervalo das doses do calendário vacinal. Caso a pessoa comprove as duas doses, não é necessário tomar nenhuma a mais, já sendo considerada imunizada.
Já para adultos com idade de 30 a 49 anos, 11 meses e 29 dias, basta uma dose da vacina para que seja considerado imunizado. Os profissionais da área de saúde, independentemente da idade, devem tomar duas doses para que seja imunizado. Caso comprove que tomou as duas doses, não é necessária nenhuma outra.
A vacina é contraindicada para os casos suspeitos de sarampo, gestantes (devem esperar para serem vacinadas após o parto), menores de seis meses de idade e imunocomprometidos (pessoas que têm os mecanismos imunológicos deficientes).

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