Perturbação do sossego retrata 80% das ocorrências policiais - Jornal Diário do Curimataú
Perturbação do sossego retrata 80% das ocorrências policiais

Perturbação do sossego retrata 80% das ocorrências policiais

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Roberto Targino -



Denúncias por perturbação do sossego têm gerado o maior número de ocorrências atendidas pela Polícia Militar da Paraíba nos finais de semana. A informação é do comandante do 5º Batalhão, tenente coronel Barros. De acordo com o policial militar, os atendimentos desse tipo representam 80% das ocorrências na área coberta pelo Batalhão, que atende bairros da Zona Sul de João Pessoa e cidades do Litoral Sul paraibano.
“Oitenta por cento das intervenções que a Polícia Militar faz e das ligações que o Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP) recebe são de perturbação de ordem do sossego. E isso é recorrente. Começam no início da noite da sexta-feira e vão até a madrugada do domingo. Basicamente essas ocorrências são referentes a som alto e trote”, destacou. “Você imagina que eu lanço 30 viaturas todos os dias. Se a cada dez ocorrências, oito são de perturbação do sossego em toda áreas, são muitas viaturas para essas ocorrências enquanto muita gente deixa de ser assistida por outras necessidades”, acrescentou.
Coronel Barros explicou que não existe horário para casos de perturbação do sossego e a Polícia Militar pode agir a qualquer momento. Na primeira abordagem os policiais alertam para o incômodo que o som está provocando em outras pessoas. Na segunda intervenção, caso ocorra, é pedido o deligamento do som, e em caso de uma terceira reincidência, haverá notificação após o som ser auferido.
“Essa notificação pode ser ou não de uma prisão por desobediência. Mas a prisão é uma medida extrema, então, praticamente prendemos poucos. Acredito que esse tipo de ocorrência está ligada à educação das pessoas em não respeitar o direito dos demais de ter o seu sossego. Fazemos o possível para não chegar à via extrema. Boa parte das intervenções é precedida de recomendação e orientação. Quando reincide por até três vezes podemos chegar a uma prisão”, destacou.
Tenente Coronel Barros orienta que as pessoas que se sintam prejudicadas busquem a intervenção da Polícia Militar para que alguns casos não partam para uma situação de violência.
“Volta e meia somos chamados sobre desentendimentos entre vizinhos por causa de som. Às vezes acabam arrumando uma confusão porque não sabe qual vai ser a reação das pessoas. Até recomendamos que essa intervenção seja feita pela polícia mesmo. O cidadão comum que vai reclamar de uma situação na rua, com vizinhos, pode provocar uma briga que a gente não sabe no que venha resultar. Então essa intervenção deve ser feita pela polícia”, enfatizou.


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