Baixo volume de água no maior açude do Brasil deixa centenas de famílias sem renda - Jornal Diário do Curimataú
Baixo volume de água no maior açude do Brasil deixa centenas de famílias sem renda

Baixo volume de água no maior açude do Brasil deixa centenas de famílias sem renda

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G1 -

O baixo volume de água no maior açude do Ceará e um dos maiores do país vem provocando a morte de milhares de peixes e tirando a única fonte de renda centenas de famílias.
O momento era de recolher a produção e peixes, mas o que sai das gaiolas é só decepção. A imagem impressiona: mais de uma tonelada e meia de peixes mortos.
"Aqui significa vários lotes. Cada lote com determinada quantidade de gaiolas com 800 a mil peixes em cada tanque. Quando você vê essa totalidade preenchida aqui por cima é porque foi 100% a perda", diz Livia Barreto, da Secretária de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Quicultura e Pesca de Nova Jaguaribara, no Ceará. Um prejuízo de mais de R$ 8 milhões. Valor que os piscicultores esperam arrecadar até o fim de 2019.
A mortandade pegou os piscicultores de surpresa na época do ano em que eles se programam para retirar os peixes das gaiolas e comercializar para o período de Semana Santa. Em 15 anos de produção no açude, é a primeira vez que isso acontece justamente agora.
O baixo nível do açude, que está com 3,5% da capacidade, tem diminuído a oxigenação, piorando a qualidade da água. É o pior momento do lugar de onde saiam quase 10% da tilápia consumida pelos brasileiros; a maior produção do país.
Em cinco anos, o açude Castanhão foi secando por causa da falta de chuva na região. Ainda assim, continua abastecendo Fortaleza e mantendo, pelo menos, 3 mil famílias que foram prejudicadas com a mortandade de peixes.
O problema atingiu comunidades inteiras de piscicultores que vivem às margens do açude e só têm essa fonte de renda para família. "Tem uns aqui que comem, se almoçam não jantam. Têm filhos para cuidar, conta de energia para pagar. Isso é uma dificuldade para eles", diz Ernesto Góis, presidente da cooperativa dos produtores de peixe.
É o caso do Tales. Ele tinha investido em mais gaiolas pensando em ampliar o negócio. “Nós aqui hoje estamos só vivendo de ajuda, de alimento que os outros dão", conta o piscicultor Tales Pereira do Nascimento.
Do jeito que o açude está fica difícil retomar a criação de peixes. Enquanto não houver chuva suficiente, o Castanhão vai continuar sem lembrar em nada os tempos de fartura.


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