Hospital Metropolitano da Paraíba realiza primeira embolização de aneurisma - Jornal Diário do Curimataú
Hospital Metropolitano da Paraíba realiza primeira embolização de aneurisma

Hospital Metropolitano da Paraíba realiza primeira embolização de aneurisma

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Redação -

Um novo serviço de saúde está sendo oferecido no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires a partir deste mês, com a inauguração dos procedimentos de hemodinâmica para tratamento de aneurismas e angioplastias. A primeira paciente do serviço na área de neurologia sofria com um aneurisma, que foi embolizado. Após cuidados na UTI, a paciente de 56 anos, de Pitimbu, ficou internada no hospital e recebeu alta nessa semana.

O procedimento consiste na embolização de aneurisma de paciente, ou seja, uma ação não invasiva para tratamento do coágulo no cérebro. Isso significa que não é preciso realizar uma cirurgia na cabeça do paciente, isto é, uma craniotomia. Tudo é feito por meio de microcateteres para chegar até ao aneurisma e fechá-lo com molas espirais de platina, material que não provoca rejeição no corpo. O cateter passa pela artéria femural, conduzido por contraste até a carótida, chegando ao cérebro. 

Todo o equipamento utilizado para os procedimentos é importado, utilizado em hospitais de alta tecnologia do país e do mundo, revelando imagens em 3D do caminho percorrido até o aneurisma. Poucos hospitais públicos no Brasil oferecem esse tipo de tratamento, que diminui em cerca de 30% a permanência do paciente na internação e reduz o tempo de realização do procedimento pela metade em relação ao que seria necessário para realizar uma cirurgia desse porte, conforme a equipe de neurologia do Hospital Metropolitano.

A técnica existe há pouco mais de vinte anos. Através dessa modalidade de tratamento, o paciente sofre menos risco de infecção hospitalar, pelo menor tempo de permanência no hospital, além da ausência de cicatriz, em virtude do procedimento não ser invasivo como uma cirurgia tradicional.

O aneurisma atinge cerca de 2% a 5% da população. Trata-se de uma dilatação anormal de uma artéria cerebral que, em caso de rompimento, pode levar a hemorragia interna ou até a óbito. Tabagismo, hipertensão, obesidade, diabetes, uso de drogas ou parentesco próximo com outra pessoa que tenha sido diagnosticada com aneurisma são fatores de risco associados à doença. A principal forma de prevenir um aneurisma é diminuir esses fatores.

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