Força Tarefa da Xeque-Mate investiga por que promotor suspeito de atirar em travesti visitou Leto na cadeia - Jornal Diário do Curimataú
Força Tarefa da Xeque-Mate investiga por que promotor suspeito de atirar em travesti visitou Leto na cadeia

Força Tarefa da Xeque-Mate investiga por que promotor suspeito de atirar em travesti visitou Leto na cadeia

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G1 - 

A Força Tarefa da Operação Xeque Mate no Ministério Público da Paraíba está investigando as visitas que o prefeito afastado de Cabedelo, Leto Viana (PRP), que está preso na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar, em Mangabeira, em João Pessoa está recebendo. Ele teria recebido o ex-promotor de Justiça de Cabedelo, Aluizio Cavalcante Bezerra.

Bezerra era promotor na cidade durante a gestão de Leto em Cabedelo. Ele também teria visitado o presidente da Câmara Municipal de Cabedelo que também está preso e afastado do cargo, Lúcio José (PRP).

Em 2015 o ex-promotor foi afastado do cargo por suspeitas de ter disparado com uma arma de fogo em uma travesti na Orla de João Pessoa.

"O Ministério Público da Paraíba, por meio da Força Tarefa da Xeque Mate vai investigar essa situação ", revelou o chefe do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Otávio Paulo Neto.

O 5º Batalhão entregou para o Ministério Público a lista de visitantes do prefeito e do presidente da Câmara. Segundo o comandante do Batalhão, Coronel Valério, não havia nenhuma irregularidade na visita efetuada pelo ex-promotor e que a Polícia Federal e o MPPB não avisaram o comando do batalhão que os presos da operação ficariam ali.

"Trouxeram os presos para cá sem dar conta deles para ninguém. Tudo isso será definido pela justiça militar, que nós já convocamos. Não há irregularidade nenhuma nas visitas, que estão sendo realizadas de acordo com a justiça militar", explicou o coronel.

Entenda a ‘Xeque-Mate’

A operação Xeque-Mate teve início no dia 03 de abril e foi deflagrada a partir da colaboração premiada do ex-presidente da Câmara de Cabedelo, Lucas Santino, que teria procurado a PF. Por não ter acesso a provas, a PF iniciou a investigação. Ao ex-vereador Lucas Santino foi oferecida a extinção da pena de alguns crimes. Ele informou à Polícia Federal que o prefeito de Cabedelo forçou uma CPI para atrapalhar o trabalho do ex-presidente da Câmara. Ele confessou à PF que cometeu os crimes apontados na CPI, mas alegou que outros foram cometidos por colegas.

No dia 03 de abril a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de prisão preventiva, 15 sequestros de imóveis e 36 de mandados busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Além dos mandados, a Justiça decretou o afastamento cautelar do cargo de 85 servidores públicos, incluindo o prefeito e o vice-prefeito de Cabedelo, e o presidente da Câmara Municipal. Todos os 11 alvos de mandados de prisão foram detidos.

Foram apreendidos R$ 300 mil em dinheiro, além de joias e outros objetos durante a ação nas casas do prefeito e do presidente da Câmara. Documentos foram apreendidos com CPFs, contas bancárias e manuscritos indicando movimentação de valores e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o grupo teria desviado ao menos R$ 30 milhões, sendo R$ 4,8 milhões somente utilizando cargos fantasmas. O colaborador da Polícia Federal contou aos investigadores que o atual prefeito, inicialmente eleito como vice-prefeito em 2012, teria pago R$ 5 milhões ao ex-prefeito Luceninha para assumir o mandato.

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