Na Paraíba, Vale dos Dinossauros expõe um dos fósseis mais antigos do Brasil - Jornal Diário do Curimataú
Na Paraíba, Vale dos Dinossauros expõe um dos fósseis mais antigos do Brasil

Na Paraíba, Vale dos Dinossauros expõe um dos fósseis mais antigos do Brasil

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G1 -

O osso do dinossauro “Sousatitan” que foi encontrado em Sousa, no Sertão paraibano, no ano de 2014 voltou a cidade depois de passar por estudos e agora está em exposição disponível para visita do público no Museu do Vale dos Dinossauros. Segundo os paleontólogos que descobriram o fóssil, esse dinossauro é de uma espécie inédita no Nordeste.
Segundo a gerente do Vale dos Dinossauros, Alessandra Mariz, o fóssil já estava em Sousa desde 2016, mas ainda não havia sido catalogado. Ele começou a ser exposto ao público na manhã desta sexta-feira (19). O fóssil do dinossauro da família titanossautidae foi descoberto por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 
O estudo que resultou na descoberta começou depois que um fóssil, que seria uma fíbula – osso da perna do animal – foi encontrado na zona rural do município. Ainda de acordo com o grupo de pesquisa, a estimativa é de que o titanossauro tenha habitado a região há cerca de 130 milhões de anos e tenha vivido na região fluvial do Rio Piranhas. 
Segundo o grupo de pesquisa, o fóssil é um dos mais antigos já encontrados no Brasil. Conforme a professora doutora Alcina Barreto, da UFPE, o fóssil foi encontrado por um morador da cidade em 2014, próximo a lagoa de uma fazenda, na zona rural de Sousa. Essa foi a primeira vez que fóssil dessa família de dinossauros é encontrado no Nordeste.
“O morador compartilhou as imagens em redes sociais e tomamos conhecimento. Com a ajuda da secretaria de turismo da cidade, nós recebemos o material, fizemos a retirada da rocha e iniciamos o estudo”, disse Alcina. 
Outros fósseis dessa família já foram encontrados no interior de São Paulo, segundo a pesquisadora. Além de professora Alcina Barreto, o grupo de pesquisa é liderado pela professora da UFPE, Aline Ghilardi, que foi primeira autora do trabalho, e também o professor da Universidade de São Paulo, Tito Aureliano.

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