segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Remédio que previne o HIV chega ao SUS neste mês

Metrópoles –

Parece até coisa de ficção científica: um medicamento que, uma vez na corrente sanguínea, age como uma espécie de “blindagem” contra o HIV. Se o vírus entra, o remédio – uma combinação de duas substâncias antirretrovirais – corta logo o seu barato. Impede a sua reprodução e a infecção morre na praia antes mesmo de nascer.

Chamado de PrEP (profilaxia pré-exposição, na sigla em inglês), o protocolo já é realidade nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. Desde maio passado, quando o Ministério da Saúde anunciou que traria a metodologia para o Brasil, apareceu em rodas de discussão e matérias de jornais por aqui também. Tomou de susto setores mais conservadores da sociedade. Ganhou o entusiasmo de especialistas. 

Até o fim de dezembro – que, coincidência ou não, é considerado o mês de alerta à prevenção da Aids –, ele deve finalmente começar a ser distribuído aos grupos priorizados pela pasta. A tecnologia não é exatamente nova. O Truvada, nome comercial do composto, é fabricado pela farmacêutica americana Gilead e já era usado há alguns anos no coquetel de tratamento de soropositivos. 

Agora, sabe-se, é eficiente também para gente quem nunca teve contato com o vírus, mas flerta perigosamente com a possibilidade, como profissionais do sexo, por exemplo. A ideia é de que, enquanto a medicina não for capaz de encontrar um meio de curar a infecção, possa pelo menos evitar que ela se alastre. 

Segundo testes clínicos, se seguida à risca, a PrEP tem 99% de eficácia. No que se refere à Aids, dispensaria a camisinha. Para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, no entanto, em nada acrescenta. É esse um dos maiores pontos de discordância de quem se coloca contra a adoção do método.

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