segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

37 anos depois, Picuí ainda lamenta tragédia envolvendo a Família Pontes

Blog NP –

O domingo, dia 16 de novembro de 1980, ficou marcado como um dos mais tristes da cidade paraibana de Picuí. Nesta data, nove, num total de 10 pessoas, morreram devido a um gravíssimo acidente automobilístico no trevo de Remígio. 


No intuito de passar um final de semana diferente, já que o período era de férias escolares, Zuca Pontes e Maria das Graças (Gracinha de Severino Fernandes) reuniram os filhos Itamar, Fabrício, Lindebenberg (Lindo) e Priscilla, e juntos com Catarina, Selma, Rubia e Solange - funcionárias da padaria a qual eram proprietários - seguiram viagem numa sexta-feira para a capital João Pessoa, ocasião em que ficaram na residência de um amigo policial rodoviário.

Depois de passar o domingo brincando, Zuca resolveu retornar para Picuí. Chegando em Remígio, por volta das 20h00, o condutor que era considerado bastante experiente ao volante, ao passar em um cruzamento, foi colhido por um ônibus que estava em alta velocidade e com os faróis apagados. No momento do violento choque morreram sete pessoas, sobrevivendo Fabrício, Rubia e Selma, que foram transferidos para Campina Grande.

Não suportando os ferimentos, Fabrício (à noite) e Rúbia (na madrugada de segunda) faleceram, sobrevivendo apenas Selma, que por muito tempo ficou com sequelas físicas e psicológicas daquela noite fatídica. A segunda-feira foi marcada pelo velório e o sepultamento dos envolvidos fatalmente no acidente. As ruas de Picuí ficaram lotadas para dar o último adeus a Família Pontes e as servidoras da padaria, que também, assim como os Pontes, eram bastante conhecidas na cidade.

Várias histórias imprecisas foram comentadas na época, como a de Itamar e Selma terem trocado seus lugares pouco antes do acidente. Itamar estava no porta-malas e a moça dentro do carro, invertendo suas posições, atitude essa, que talvez tenha salvado a vida de Selma.

Também surgiram relatos duvidosos que, percebendo que o motorista não estava em condições de dirigir o veículo - um Chevette alaranjado, o amigo policial (onde estavam hospedados) telefonou para os colegas da PRF para ‘prender’ o automóvel.  O certo é que, Zuca seguiu viagem com o carro abarrotado de gente, terminando o passeio de forma dramática. 


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