sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Sindicato dos Jornalistas da PB reforça nota sobre caso de racismo envolvendo jornalista global

Polêmica Paraíba –


O Sindicato dos Jornalistas do Estado da Paraíba replicou nesta quinta-feira, 9, a nota emitida pela Federação Nacional dos Jornalistas a respeito do terrível episódio de racismo protagonizado pelo apresentador William Waack. Ao mesmo tempo, a entidade paraibana manifestou seu mais profundo repúdio à discriminação racial e a todo comportamento preconceituoso e desqualificador, que contrariam a missão dos comunicadores sociais.

Nota pública da FENAJ contra comentários racistas do jornalista William Waack e o racismo na imprensa brasileira. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), por meio da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Etnicorracial e das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial e Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros dos sindicatos, vem a público manifestar total repúdio aos comentários racistas do jornalista William Waack, registrados em vídeo viralizado na internet.

De maneira ultrajante e entre risos, o jornalista atribui má-conduta a uma pessoa negra, buscando falsa justificativa na negritude. Waack atenta contra leis e normas, entre elas a Constituição Federal e o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, expressamente no artigo 6º:

I – defesa dos princípios da Declaração Universal de Direitos Humanos – incluindo a comunicação como direito humano;

XI – defender os direitos de cidadãos e cidadãs, em especial negros, entre outros;

XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Apesar do afastamento de Waack de suas atividades no Jornal da Globo, é mister manter o debate político acerca do racismo e da discriminação racial praticado por jornalistas, na imprensa e em veículos de comunicação. Esta é uma discussão que vem sendo historicamente desprezada pela área, impedindo a eliminação do racismo e a responsabilização de pessoas, empresas e instituições a despeito dos esforços do movimento negro e de negras e negros organizados, inclusive em instâncias sindicais de jornalistas.

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