terça-feira, 21 de novembro de 2017

Nova terapia genética consegue interrupção completa da Leucemia

G1 –


Estudo publicado na "Nature Medicine" mostra que pacientes com leucemia resistentes à tratamento -- inclusive aqueles que já passaram por técnicas de terapia genética mais recentes -- podem tentar um outro tipo de estratégia de modificação de genes para vencer o câncer. No estudo, a remissão completa com a nova terapia foi atingida em 73% dos casos. A terapia genética voltada para o sistema imunológico se prepara para ser um dos tratamentos mais promissores para cânceres hoje sem terapia. 

A estratégia básica funciona mais ou menos assim:

1) células de defesa são retiradas do organismo do paciente; 

2) elas são modificadas geneticamente em laboratório para aprender a reconhecer o tumor; 

3) as novas estruturas são injetadas novamente no organismo; 4) espera-se que o corpo tenha "aprendido" a reconhecer células cancerígenas.

A estratégia parece simples, mas na prática cientistas estão tentando todas as variações desse mecanismo para tentar vencer o câncer (várias delas relatadas em matéria especial no G1). A pesquisa publicada nesta segunda-feira (20) na "Nature Medicine" está tentando um mecanismo diferente: as células de defesa T são modificadas para atacar um novo tipo de estrutura presente nas células malignas: o antígeno CD 22.

Um antígeno é uma estrutura presente nas células doentes que, por sua especificidade, deflagra uma resposta imune. Em um mecanismo similar à "chave-fechadura", a célula imune (fechadura) se prende a essa estrutura (chave) e a "mata". Nas terapias genéticas em curso hoje, a chave mais comum é o antígeno CD 19; no estudo da "Nature", no entanto, foi utilizada a estrutura CD 22.

De acordo com o estudo, o problema de alguns tratamentos com a estrutura CD 19 é que os tumores simplesmente perdem essa estrutura ao longo do tempo -- sendo a causa mais frequente de resistência ao tratamento. A pesquisa escolheu, então, o CD 22 (que é geralmente mantido após a perda do CD 19).

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