quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Ex-Governador Garotinho e esposa são presos por receber propina de R$ 3 milhões da JBS

Notícias ao Minuto –

Os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho foram presos na manhã desta quarta-feira (22) em mais um desdobramento da Operação Chequinho, que já havia levado à cadeia o primeiro por duas vezes. É a primeira vez que a mulher também é detida. A investigação do Ministério Público Eleitoral do Rio e da Polícia Federal apura os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais.

O inquérito identificou que a JBS firmou contrato fictício com uma empresa para repassar R$ 3 milhões ao grupo político do casal para uso em campanhas eleitorais. "Empresários também informaram à PF que o ex governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, exigindo o pagamento para que os contratos fossem honrados pelo poder público daquele município", diz nota da Polícia Federal.

A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou, em nota, que o casal será levado para a cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, em que estão presos o ex-governador Sérgio Cabral e os deputados Jorge Picciani e Paulo Melo, todos do PMDB e seus rivais políticos. O trio ocupa celas da galeria C. Garotinho deve ficar na galeria A.

Como a Folha de S.Paulo revelou, a cadeia de Benfica ganhou uma ala feminina em outubro. A prisão é um desdobramento da Operação Chequinho, que apura suposta compra de votos na eleição de Campos, em 2016, por meio do programa social Cheque Cidadão.

Segundo o Ministério Público, o suposto esquema teria dado prejuízo de R$ 11 milhões à prefeitura e pelo menos 18 mil ações de compras de votos teriam sido realizadas. Há suspeita de que vinte vereadores eleitos naquele ano teriam sido beneficiados com votos do esquema.

Anthony Garotinho já havia sido preso em 16 de novembro do ano passado em razão desta investigação -um dia antes da Operação Calicute, que prendeu outro ex-governador, Sérgio Cabral. Foi solto por ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Na ocasião, Garotinho provocou tumulto ao tentar resistir a uma transferência de hospital. Ao ser acomodado dentro da ambulância, Garotinho tentou se levantar e teve de ser contido por agentes da Polícia Federal. Em setembro deste ano, voltou a ser preso sob alegação de usar seu programa de rádio para atacar os responsáveis pela condução de seu processo. Foi solto mais uma vez por ordem do TSE.

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