terça-feira, 28 de novembro de 2017

Estudo mostra as tatuagens que estão ligadas ao mundo do crime

Vírgula –

Mais que uma função estética, as tatuagens de cadeia podem representar traços da personalidade do criminoso, histórico no crime, facções e região de atuação. Na década de 1920, o psiquiatra Moraes Mello decifrou mais de três mil desenhos usados por presidiários no Carandiru, que eram meios de comunicação e identificação entre os presos. Imagens como a de Nossa Senhora, caveiras, sereia, palhaço entre outras artes podem estar relacionadas ao crime.

As tatuagens nas cadeias evoluíram, afirma o tatuador Eik Rossas, do estúdio Tattoo You e Barbearia Corleone. Até os anos 1980, os detentos se tatuavam de forma precária. Em meados da década, porém, os presos começaram a ter acesso a máquinas profissionais e tintas apropriadas para a pele.

Um estudo feito em 2011 pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) apurou que mais 60% da população carcerária masculina no Brasil tem alguma tatuagem, sendo que 20% fizeram durante cumprimento de pena.


Segundo o estudo feito pela SSP-BA, indica que o criminoso usa revólver para cometer crimes. Quando é tatuada na barriga, indica roubo. Na perna, significa latrocínio


De acordo com o levantamento da SSP-BA, a tatuagem em prisioneiros está relacionada a praticantes de crime de intolerância


De acordo com a Cartilha de Orientação Policial, o símbolo foi encontrado por vários prisioneiros ligados à organização White Poser, um dos grupos extremistas que pregam a supremacia branca e tem como alvo judeus, negros, homossexuais e nordestinos


Quando o palhaço aparece acompanhado de arma, indica que o presidiário é ainda mais perigoso


O símbolo está ligado a uma corrente de orientação neonazista que tem entre seus líderes Guilherme Lozano Oliveira, o “treze”, que matou o punk Johni Galanciak em São Paulo, de acordo com a Cartilha de Orientação Policial


Segundo a SSP-BA, os dois números tatuados estão ligados a uma das facções neonazistas mais agressivas. O número oito é uma referência à letra “H”, e a tatuagem faz referência ao termo: Heil Hitler


Quando a tatuagem é feita no braço, indica que o preso faz negociações para sair da cadeia e, portanto, não é uma pessoa confiável. Prisioneiros que já denunciaram outros criminosos podem ser obrigados a fazer o desenho, segundo a SSP-BA


A referência pode vir explícita ou não, os mais comuns são art. 33, art. 121, art. 171 e o art. 157


De acordo com a SSP-BA, um criminoso com a tatuagem que combina caveira e punhal é um membro respeitado no mundo do crime, geralmente ligado a homicídio e assassinato de policiais


Na maioria dos casos observados, a tatuagem indica que a pessoa já esteve presa e foi condenada. Pode simbolizar a fé de um criminoso, até indicar alta periculosidade se estiver tatuada no meio das costas. As informações são da cartilha elaborada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia


O animal tatuado no corpo está normalmente presente em prisioneiros ligados ao PCC, segundo a Cartilha de Orientação Policial


Comum entre matadores de policiais e praticantes de roubo, de acordo com a SSP-BA. A índia representa a deusa da beleza que usa a sedução para atrair vítimas. No Rio de Janeiro, é bastante usada por traficantes



A imagem foi primeiramente usada por criminosos russos, para indicar que desde cedo tinham uma vida ligada ao crime e que foram condenados, assim como Jesus, de acordo com dados da Cartilha de Orientação Policial. No Brasil, a imagem de Jesus como tatuagem em prisioneiros está relacionada a homicídio e latrocínio 




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