quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Em Natal, garoto compartilha a experiência de realizar o Enem aos 13 anos

G1 –


Somente ao verem o cartão de inscrição de Phillip Anderson Silva Avelino no Enem 2017, os colegas de escola acreditaram que ele faria as provas deste domingo (5). Desafio comum para jovens concluintes do Ensino Médio brasileiro, além de adultos das mais variadas idades que buscam ingressar na universidade, o exame parecia distante para a turma do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola particular em Natal. Ainda faltam quatro anos para eles concluírem o ensino básico e fazer o Enem para concorrer a uma vaga em universidades públicas do país, pelo Sisu.

Aos 13 anos, Phillip se inscreveu como ‘treineiro’ e conseguiu acertar mais da metade das questões no primeiro dia de provas, embora ainda não tenha visto grande parte dos conteúdos cobrados. A ideia partiu dele mesmo, quando ainda era mais novo, mas somente em 2017 seus pais permitiram que ele tentasse fazer a prova. “Desde os meus 10 anos, eu vinha pedindo pra fazer. Mas eles não queriam, porque achavam que eu ia chegar na prova, não ia me dar bem e iria me frustrar. Eu sou muito competitivo”, diz o garoto.

Neste ano, ao ver a notícia sobre a abertura das inscrições, ele entrou no site e realizou o cadastro sozinho, levando o boleto ao pai, que o surpreendeu com o pagamento. “Eu não esperava”, diz o menino. Procurado pelo G1, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização das provas do Enem, não confirmou se Phillip foi o mais novo inscrito na edição de 2017.

O objetivo dele era conhecer a prova e “desenvolver uma técnica”, mas Phillip já estabeleceu algumas metas: quer fazer o Enem pelos próximos quatro anos, melhorar o desempenho a cada nova edição e se preparar para disputar uma vaga de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Quero ver meu avanço a cada ano e observar onde estou errando”, revela.

Mas o sonho pode se transformar em algo ainda maior, como estudar na famosa universidade de Havard, nos Estados Unidos. A tia dele, que é médica urologista, é uma das principais incentivadoras nesse sentido. A mãe de Phillip, a enfermeira Kirley Avelino, considera que ainda existe muito tempo pela frente, para ele poder definir seus planos. Mas ela não deixa de demonstrar orgulho pelo filho. “Primeiro fiquei com medo de ele se frustrar. Depois, incentivei. Agora, vamos administrando essa ansiedade e essa ambição dele”, pondera.

O pai, o cirurgião dentista Mário Avelino, conta que a família fez um esforço para colocar o filho em uma escola melhor, ao perceber que ele estava se destacando entre os colegas na antiga escola. “A gente fica feliz em ver como ele está usando bem essa capacidade. Ele é um menino normal, que gosta de praticar esportes, gosta de desafios. Ele nem estuda tanto, mas assimila tudo muito bem”, pontua.



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