segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Procurador aprovado em 7 concursos públicos dá dicas úteis a todos os candidatos

G1 –


Focar apenas em concursos públicos de áreas semelhantes, criar uma rotina de estudo independente de provas, ter esforço e acreditar que é capaz. Essas são as dicasde Ricardo Alexandre de Almeida Santos para quem deseja ter sucesso no mundo dos concursos públicos. Atual procurador do Ministério Público de Contas do Estado de Pernambuco, ele já foi aprovado em sete concursos públicos de nível técnico e superior.

Segundo ele, a dica mais adequada pra se ter sucesso no mundo dos concursos públicos é fazer provas somente para áreas semelhantes. Para ele, o maior equívoco de um candidato é, por querer passar muito rápido em um concurso público, começar a fazer concursos de áreas muitos diferentes.

“Por exemplo, a pessoa está estudando pra um concurso público da Polícia Federal e começa a estudar direito penal e processo penal. De repente, surge um concurso para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o candidato começa a estudar direito eleitoral que, nesse caso, é irrelevante para o concurso da Polícia Federal que ele estava querendo. Aí depois da prova do concurso do TRE quer volta a estudar para Polícia Federal. Esse não é o melhor caminho. Só vai confundir cabeça e tornar o estudo mais desgastante e pouco otimizado”, disse ele.

Como prova de que o método de estudar para áreas semelhantes tornas o estudo para as provas mais fácil, o professor usa o próprio exemplo. “No primeiro concurso que eu fiz, eu tive que memorizar algumas leis. Por coincidência, no meu último concurso feito por mim, essas leis também iam cair, mas eu já tive uma facilidade maior para lembrar, porque já tinha estudado antes”, disse ele.

Além de tornar o estudo mais simples, nesse método de focar em de áreas semelhante, ao longo do tempo alguns estudos passam a necessitar apenas de uma revisão. 

“Em um dos concursos que eu passei, para o cargo auditor-fiscal da Refeita Federal, eu estudei para a prova em um mês, mas não sou irresponsável de dizer que estudei tudo em um mês.  Na verdade aquele único mês foi o suficiente para que eu revisasse aquilo que eu já vinha estudando há 8 anos, e que já estava na minha cabeça, por sempre fazer concursos de áreas semelhantes. Porque o conhecimento já estava alí, só foi esquentado. Mas, se a pessoa não tem rotina de estudo, não dá. Não adianta sair do zero pra estudar em um mês”, destaca o professor


Organização de rotina

Outra dica que o Ricardo Alexandre deu foi para a para organização de rotina de estudos. Segundo ele, é comum que candidatos reclamem da falta de tempo para estudar, por causa de trabalho, responsabilidade em casa e outras atividades necessário. Mas garante que sempre é possível organizar um tempo. “Para as pessoas que trabalham, eu sempre digo que aproveitem o período de férias para estudar para as provas. Se quer estabilidade, deixa o descanso para quando for concursado, aposentado. No início eu tinha que conciliar estudo com o trabalho. As vezes vejo as pessoas dizerem que não estudam porque não têm tempo, mas sempre pode existir um tempo. Antes, quando chegava a hora do almoço, enquanto muitos colegas almoçavam e depois descansavam. Eu levava a marmita e comia escutando o áudio de leis que eu gravava. Sempre tem um tempo”, disse ele. Outra dica para aproveitar tempo para estudo é usar os momentos de espera. “Quando eu ia para médico eu ficava na sala de espera lendo. Quando viajava de ônibus eu estudava no caminho. Eu sempre colocava metas de estudar pelo menos 4 horas por dia, mesmo que fosse em tempo dividido. Estudava principalmente no fim de semana. Eu sempre pensava: deixa o curtir o fim de semana para quando eu for estável” disse ele.

Conhecer quem faz a prova

Na parte de planejamento de estudo e preparo para as questões das provas, a dica principal de Ricardo Alexandre é que o candidato procure conhecer o instituto que vai preparar a prova e qual será a banca. “Eu sempre uso o exemplo do jogo de futebol. No concurso público a gente tem que entrar em campo sabendo como o adversário joga. Então você tem que procurar livros que digam aquilo que os concursos pedem. É importante conhecer a barca que elabora a prova. Se por exemplo você for estudar para um prova de delegado de Polícia Civil pode ser perigoso começar a pegar todas as provas de concurso para delegado do Brasil. O mais indicado é procurar saber quem vai elaborar a prova, procurar edições anteriores e analisar o tipo de resposta cobrada e como a questão é feita. Eu sempre digo que a banca tem suas “impressões digitais”, explica o professor.

Livros

Foi de tanto estudar para concursos públicos e de tanto pesquisar e analisar o tipos de provas que os principais institutos elaboravam, que Ricardo Alexandre conseguiu escrever dois livros com base nas “anotações de concurseiros” dele sobre Direito Tributário e Direito Administrativo. Os primeiro livro sobre Direito Tributário já vendeu mais de 200 mil exemplares. Já o segundo, sobre Direito Administrativo Esquematizado, mais recente já vendeu mais de R$ 20 mil cópias. Com o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos em quase 10 anos ininterruptos de estudo, através dos livros Ricardo Alexandre tem ajudando alunos e professores a compreenderem alguns assuntos mais complexos do direito e, principalmente – para aqueles querem fazer concurso público – entenderem como as questões são cobradas nas provas de concursos, dependendo da banca que elabora.

Histórico de aprovações

Autor do livro Direito Tributário, com mais de 200 mil exemplares vendidos e do recente livro Direito Administrativo Esquematizado, Ricardo é o exemplo de pobre jovem que saiu da periferia de Campina Grande, no Agreste paraibano, para os cargos mais cobiçados entre concurseiros. Antes de chegar ao atual cargo de Procurador do Ministério Público de Contas do Estado de Pernambuco, ele também foi aprovado como Procurador Consultivo do Ministério Público de Contas do Estado de Pernambuco; Procurador do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte, em primeiro lugar; Auditor-Fiscal de Receita Federal, em primeiro lugar; Técnico da Receita Federal, em primeiro lugar; e em mais dois concursos para Técnico de Finanças e Controles. Ricardo também ficou em terceiro lugar em um concurso para Procurador do Ministério Público de Contas da União.




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