terça-feira, 3 de outubro de 2017

Na Paraíba, Augusto Cury revela convite para disputar eleições presidenciais em 2018

Mais PB –


“99% das pessoas estão despreparadas para ter o poder”. A conclusão é do médico psiquiatra, escritor, professor e cientista Augusto Cury, o autor mais lido do Brasil na última década. Foi o que ele expressou durante entrevista ao jornalista Heron Cid, no programa Frente a Frente, da TV Arapuan, na noite desta segunda-feira (2), coincidentemente dia de seu aniversário.

Pela primeira vez, ele revelou convite de partido político para disputar a Presidência da República, em 2018, mas disse que sua pretensão é contribuir com o País na construção de novos pensamentos pelas suas obras, e não pela política. “Há pessoas que me convidaram para ocupar cargo e disputar a Presidência. Eu tenho filhas e esposa e estou tentando ser presidente da minha casa”, brincou. “Espero através dos meus livros dar minha contribuição social, não como político”. Diante da insistência da pergunta do entrevistador, Cury deixou no ar: “Quem sabe quando meus cabelos estiverem mais brancos, eu possa pensar mais neste tema”.

O apresentador não se deu por vencido e afirmou que interpretava a resposta como uma vírgula, ao invés de um ponto. Eis a resposta: “É uma virgula para escrever um novo texto quem sabe daqui a mais uma década”Cury analisou a crise no Brasil e atribuiu os desvios éticos à sede de poder. “O poder gera uma neurose para se perpetuar no poder. Só é digno do poder quem é desprendido do poder para servir a sociedade”.

Para o escritor, o pior da crise foi a pedagogia deixada paras as futuras gerações: “O maior problema da atualidade não é a corrupção que minou as finanças da Petrobrás, foi o desastre do inconsciente coletivo gerando uma desesperança no seu próprio país. Isso gera uma pedagogia para que no futuro o jovens possam se corromper”.

Ele defendeu que a sociedade busque alternativas fora do circuito tradicional da política. “Uma pessoa que ocupa no poder deve ter prazo de validade. O poder estressa. As pessoas precisam ter tempo para namorar a vida. Todas as pessoas que se perpetuam no poder acabam se autodestruindo, quando deveriam dar espaço para novas pessoas”, discorreu.

Augusto condenou o revezamento e  carreirismo político e sugeriu leis para limitar mandatos. “Deveria ter leis para que um deputado ficasse no máximo dois mandatos e o presidente só um mandato. A vida não nos pertence. Não tem sentido ser a pessoa mais importante do cemitério. O poder deveria ter prazo de validade”.

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