quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Fotógrafo é picado por cobra venenosa durante ensaio e fotografa momento exato

Vírgula –


Muitos podem morrer de medo de cobras, mas o fotógrafo Mark Laita só consegue ver beleza nesses animais. Por isso, ele começou a capturar o que via nelas e deu origem ao livro Serpentine. O livro mostra diferentes espécies em um fundo preto, sempre com uma iluminação belíssima, com o fim de trazer as cores mais deslumbrantes e as diferentes texturas das serpentes.

Apesar de ser um trabalho de grande interesse para os amantes de cobras e herpetologistas, o autor insiste que o trabalho deve ser visto como arte. “Minha intenção era explorar cor, forma e movimento usando cobras como sujeito, mas é claro que os herpetólogos provavelmente aproveitarão essas fotografias também”, disse à Wired.

Uma das cobras selecionadas para o livro era a venenosa Mamba-negra, uma cobra super agressiva, uma das mais venenosas do continente africano. Apesar das diversas precauções tomadas, aconteceu um acidente quando o dono da serpente foi pegá-la com um gancho.

O gancho acabou batendo em um cabo fotográfico, o que assustou a cobra, que acabou mordendo o fotógrafo. Quando viu o sangue na perna, Mark Laita temeu pelo pior, já que a cobra não teve suas glândulas de veneno removidas. O fotógrafo não foi ao hospital para receber o soro anti-ofídico, o que vai contra o conselho dos especialistas e é algo arriscado. 

No caso de Laita, ele recebeu uma “mordida seca”, em que a mamba-negra preferiu não “injetar” veneno ou ele acabou escorrendo junto com a grande quantidade de sangue. “Doeu como inferno naquela noite. Era como estar preso a um par de pinos”, contou. A mordida da Mamba-negra causa formigamento na região da picada e nos lábios, em seguida visão dupla, paralisia do corpo, convulsões e, por fim, morte.





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