sábado, 3 de junho de 2017

Governo investe em algodão agroecológico e promove dia de campo para atrair agricultor

Secom -

Para incentivar o resgate do algodão, cultura que gera renda e cidadania às famílias agricultoras paraibanas, o Governo do Estado, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), está investindo fortemente no cultivo do algodão agroecológico.
Os resultados serão demonstrados na próxima quarta-feira (7), durante um dia de campo, em Nazarezinho, no Alto Sertão. Com parceria da Prefeitura Municipal local e da Emabrapa/Algodão, o evento começa às 8h no sítio Trapiá, pertencente ao casal produtor Alcino Alves Pedrosa e Maria Vânia de Lima, com estimativa de público em torno de 500 pessoas, entre extensionistas, agricultores e autoridades do setor público agrícola, segundo informações do coordenador regional da Emater em Sousa, Assis Bernardino.
Dividido em cinco estações – Apresentação e introdução, Sistema de produção do algodão, Manejo agroecológico, Aspectos econômicos e comercialização e Derivados do algodão – o dia de campo, além de mostrar a viabilidade econômica que a cultura oferece, vai focar na diversidade agrícola, enfatizando o sistema de consórcio com o milho, o feijão, o gergelim, dentre outras culturas convencionais da agricultura familiar. O campo de multiplicação de sementes consorciado com gergelim tem uma área de um hectare e estimativa de produção de 1.200 quilos de algodão e 400 quilos de gergelim. A variedade cultivada é a BRS 286, desenvolvida pela Embrapa Algodão.
De acordo com o assessor estadual de Agroecologia da Emater, Ricardo Pereira, a introdução do algodão agroecológico na agricultura familiar já é uma alternativa viável do ponto de vista do incremento na geração de renda do agricultor. Ele explicou que enquanto o algodão convencional, uma das fontes mais poluidoras do meio ambiente, é comercializado o quilo por R$ 1,20, a Indústria Têxtil Norfil S/A, empresa parceira do Projeto Algodão Paraíba, está comprando o quilo do algodão orgânico branco em rama por R$2,40.
Conforme Ricardo, uma das vantagens de se produzir ecologicamente correto reside na busca de equilíbrio do ecossistema para resultar em plantas mais resistentes a pragas e doenças. Nos campos do Algodão Paraíba o manejo é feito com adubos e inseticidas naturais, como o extrato de castanha de caju, o macerado de pimenta do reino e o biofertilizante de plantas. Já o monitoramento é feito de forma sistemática, com avaliação de presença de pragas nas culturas consorciadas.

O Projeto – Iniciado em 2015, em Unidades Técnicas Demonstrativas (UTDs), o Projeto Algodão Paraíba já está sendo implantado em 14 municípios paraibanos e ganhando destaque internacional. O objetivo principal é garantir a participação do agricultor familiar na cadeia produtiva do algodão orgânico e, com isso, melhorar os índices de produção e baixar seus custos.
Na implantação do projeto foram observados todos os programas e políticas públicas existentes e como poderiam beneficiar as famílias agricultoras. Após todas as articulações e entendimentos foram identificados e selecionados sete pólos de produção: Médio e Alto Sertão, Curimataú, Borborema e Agreste, firmados os contratos de compra e venda, por fim elaborado o cronograma de atividades que compreende época de plantio, capacitação modular dos agricultores, implantação de UTDs e realização de dias de campo, como este ocorrerá em Nazarezinho.
Segundo o diretor técnico da Emater, Vlaminck Saraíva, responsável pela elaboração do projeto junto com o coordenador de Operações, Alexandre Alfredo, o Algodão Paraíba tem como meta resgatar a história do desenvolvimento do povo nordestino com um grande diferencial por estar baseado nos princípios da agroecologia e da economia solidária. “É uma experiência inovadora de desenvolvimento local sustentável com enfoque participativo na gestão da produção e comercialização, onde é possível as famílias agricultoras discutirem com extensionistas sobre a melhor época e forma de plantio, demandarem a necessidade real da pesquisa e negociarem diretamente com empresas compradoras do algodão” enfatizou.
São dezenas de famílias agricultoras beneficiárias do Projeto Algodão Paraíba em municípios jurisdicionados pelas regiões administrativas da Emater de Sousa, Itaporanga, Patos, Areia, Itabaiana, Picuí e Campina Grande. A ação conta com importantes parcerias da Embrapa/Algodão e da iniciativa privada, por meio da Indústria Textil Norfil S/A, que possui uma unidade de fiação em João Pessoa e compra toda a produção.

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