domingo, 5 de março de 2017

PMDB faz ‘terrorismo’ para bancar reforma da previdência

Jornal da Paraíba -

O PMDB nacional gerou muita polêmica no fim de semana por causa de uma postagem nas redes sociais na qual condiciona a manutenção dos programas sociais do governo federal à aprovação da reforma da previdência. 

A proposta não tem consenso nem dentro do próprio partido, a ponto de o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ter arrancado a ira do governo do presidente Michel Temer (PMDB) ao criticar, na última sexta-feira (3), o texto enviado pelo governo ao Congresso. Para Renan, ele é exagerado. A reação ocorreu um dia após a postagem peemedebista nas redes sociais, que registrou mais de 13 mil comentários, praticamente todos negativos e com muitos emojis de vômitos.
“Se a reforma da previdência não sair, tchau Bolsa Família, adeus Fies, sem novas estradas, acabam os programas sociais”, diz o texto da postagem, com fundo sombrio, que foi compartilhado, também, por mais de 8 mil internautas. Alguns, inclusive, postaram vídeos com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) garantindo que a Previdência não é deficitária. O presidente nacional do PMDB é Romero Jucá (RO), o mesmo que precisou pedir demissão do governo após as delações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O ex-dirigente divulgou áudio no qual se ouvia o peemedebista traçando planos para derrubar o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, com Temer no poder, fazer um acordo nacional para derrubar o governo. Jucá foi escolhido pelo presidente, agora, para a liderança do PMDB no 
Senado.

Jucá
O papel de Jucá no Senado será, principalmente, quebrar a resistência dos peemedebistas e fazer o caminho para que o projeto de reforma da previdência encontre menor resistência. Há muitas críticas dos parlamentares em relação a vários pontos, como a obrigatoriedade de as pessoas trabalharem 49 anos para terem direito à aposentadoria integral, a idade mínima de 65 anos e a questão da aposentadoria rural. Há polêmica também em relação aos fiadores da reforma. O presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos, com vencimentos integrais. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, aos 52 anos, e Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo, aos 51. Este último também caiu após se envolver em escândalo de tráfico de influência e é citado, assim como Temer e Padilha, nas delações da Odebrecht.
Depois da polêmica em relação à postagem, o PMDB postou outra, neste sábado, como uma forma de amenizar as coisas, com cores mais vivas de fundo e falando nos investimentos feitos pelo governo nos programas sociais, assim como o resgate de obras paralisadas. 

A repercussão, no entanto, tende a ser menor que a anterior, que viralizou nas redes sociais. As polêmicas vão se acumular a partir desta semana. Ninguém duvida da necessidade de reformas, para adequar a Previdência à nova realidade do crescimento populacional. Agora, a profundidade das mudanças vai ser alvo ainda de muita polêmica.

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