domingo, 19 de fevereiro de 2017

Prefeito de Picuí visita o INSA para conhecer projeto de reuso da água de esgoto nas culturas forrageiras

Francisco Araújo com EBC -

Prefeito Olivânio com técnicos do INSA
O prefeito de Picuí Olivânio Remígio (PT) esteve na última sexta-feira (17), participando de uma reunião no Instituto Nacional de Semiárido em Campina Grande e na oportunidade colheu mais detalhes do projeto de reuso da água de esgotos domésticos na agricultura. O objetivo do prefeito é implantar essa tecnologia de reuso de água no município de Picuí para que os agricultores possam usar nas culturas forrageiras e palma. Em contato com a imprensa Olivânio confirmou a visita.


“Fui visita à experiência das tecnologias de captação e armazenamento de água, experiência com plantas forrageiras e, sobretudo o reuso de água de esgoto. Vamos implantar um sistema de reuso de água de esgoto para plantar culturas forrageiras, como palma, vamos implantar um sistema para tratar esgoto e fazer o reuso da água”.

Reuso
O emprego da água de esgoto tratado (efluente) na agricultura aumenta a produtividade, segundo estudo do Núcleo de Pesquisa em Geoquímica e Geofísica da Litosfera da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadores testaram, durante 15 anos, as vantagens do uso dessa água, que contém minerais e nutrientes como nitrogênio e fósforo, importantes no desenvolvimento das plantas.


Para o professor de geoquímica e ambiente da USP, Adolpho Melfi, a água usada atualmente na irrigação das lavouras pode ser substituída com segurança pelo efluente, o que pouparia água potável importante no abastecimento das cidades.


O experimento feito nas cidades de Lins e Piracicaba, interior de São Paulo, mostrou que a economia no uso de fertilizantes nitrogenados chegou a 80% no plantio de capim, utilizado na alimentação do gado, durante um ano de baixa ocorrência de chuvas.
Os cientistas compararam a produtividade do capim irrigado com água comum e do irrigado com esgoto tratado. Ambos receberam a mesma quantidade de fertilizante necessário para o crescimento das plantas. O resultado foi uma produtividade de 33 toneladas de capim por hectare ao ano no caso das plantas que receberam irrigação comum, e de 39 toneladas por hectare ao ano no capim irrigado com efluente.


O mesmo experimento feito com a cana-de-açúcar resultou na produtividade de 87 toneladas por hectare ao ano para a cana que recebeu irrigação comum, e de 143 toneladas por hectare ao ano na irrigada com água de esgoto tratado. Os testes foram feitos com cana soca, ou seja, quando a planta ainda não recebeu o primeiro corte.


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