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Tentativa de golpe de Estado na Turquia deixa pelo menos 265 mortos

Written By Diário do Curimataú on sábado, 16 de julho de 2016 | sábado, julho 16, 2016

Ig -

O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, garantiu, em entrevista coletiva neste sábado, que a tentativa de golpe militar no país fracassou. Segundo ele, pelo menos 265 pessoas foram mortas na ação do Exército.

"A situação está sob controle", disse o premiê. "Os membros deste grupo [responsável pela tentativa de tomar o poder] estão agora em mãos da nação turca e vão receber a pena que merecem", completou.
Ainda de acordo com Yildirim, o governo prendeu mais de 2,8 mil militares ligados aos ataques desta sexta-feira.
Neste sábado (16), o novo comandante interino do Estado-Maior das Forças Armadas, Ümit Dündar, confirmou que o governo retomou o controle da situação. "As pessoas tomaram as ruas e mostraram seu apoio pela democracia. Foi um ato de cooperação entre o governo e o povo. A nação nunca vai esquecer essa traição", afirmou.
A agência de notícias Anadolu afirmou que pelo menos 17 policiais foram mortos em um ataque contra um helicóptero na sede das forças especiais da polícia nos arredores de Ancara. Explosões também foram ouvidas mais cedo na capital turca, inclusive no Parlamento do país.
O ministro do Interior da Turquia, Efkan Ala, confirmou que a ação militar "fracassou" e informou que os revoltosos foram presos. O líder do movimento seria o oficial Muharrem Kose, removido do Estado-Maior turco em março passado.
Países do Oriente Médio também repudiaram a tentativa dos militares. O governo de Israel - que recentemente retomou relações comerciais com os turcos -, por exemplo manifestou apoio a Erdogan. "Israel respeita o processo democrático na Turquia e dará continuidade ao processo de reconciliação entre Turquia e Israel", afirmou Emmanuel Nahshon, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

O que aconteceu
Nesta sexta-feira, grupos ligados às forças armadas do país se rebelaram contra o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan, interditaram os acessos a Ancara e a Istambul – as duas principais cidades da Turquia – e chegaram a anunciar que haviam tomado o poder.
Os militares turcos haviam anunciado mais cedo que tomaram o poder "para proteger a ordem democrática e manter os direitos humanos", conforme comunicado lido na rede de televisão local "NTV". No documento, os militares afirmavam que "o poder da lei continuará sendo a prioridade."
Por volta das 22h no horário local, tiros foram ouvidos em Ancara, onde caças faziam voos rasantes e helicópteros militares tomavam os céus. Em seguida, foram fechadas as duas pontes sobre o estreito de Bósforo, em Istambul, no sentido Ásia-Europa – no caminho inverso, o tráfego seguiu fluindo. 
Logo depois foi bloqueado o acesso às redes sociais, e militares invadiram a sede da TV estatal – que já retomou sua programação. Funcionários informaram a agências internacionais que foram mantidos reféns pelos militares.

Além disso, tanques se dirigiram ao Aeroporto Internacional de Ataturk, em Istambul, o mais movimentado do país.
Em declaração à "NTV", o premiê Binali Yildirim foi o primeiro a denunciar a ação, afirmando que "algumas pessoas iniciaram uma ação ilegal fora da cadeia de comando" e que o governo "não aceitaria essa ação". "O governo eleito pelo povo permanecerá onde está e sairá somente quando o povo assim desejar", declarou Yildirim.
O primeiro-ministro turco tinha anunciado que as forças de segurança nacional estariam autorizadas a "fazer aquilo que fosse necessário", reportou a agência "Reuters".
"Aqueles que estiverem envolvidos com esse ato ilegal pagarão preço mais alto", disse Yildrim, conforme noticiado pela rede "BBC". 
Todos os voos no aeroporto internacional de Ataturk, – o mesmo que sofreu um ataque terrorista no início deste mês – foram cancelados devido à ação dos militares. Testemunhas relataram a agências de notícias que foram ouvidos tiros no palácio presidencial em Ancara. O jornal britânico "The Guardian" chegou a noticiar que tanques de guerra chegaram a fazer disparos em frente ao parlamento do país.
O chefe da Marinha do país, Bostan Oglu, disse que seus batalhões não aderiram à ação das forças armadas.
Erdogan
Nos últimos meses, o presidente da Turquia vinha sendo acusado de promover uma deriva autoritária no país, atingindo até alguns de seus antigos aliados. 
Além disso, o país convive com a ameaça do terrorismo do Estado Islâmico e de grupos separatistas curdos. O partido AKP, fundado por Erdogan, é acusado de interferir na justiça para abafar casos de corrupção e de censurar a imprensa. Para isso, fechou jornais opositores e afastou juízes tidos como "adversários". 
Erdogan foi primeiro-ministro até 2014, mas no fim de seu mandato foi eleito presidente, mantendo o poder em suas mãos, apesar de a Turquia ser parlamentarista. Nos últimos meses, vinha tentando emplacar uma mudança para o regime presidencialista, o que lhe deria ainda mais força. 

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