sexta-feira, 6 de maio de 2016

Aliados de Cunha, paraibanos se manifestam contra decisão do STF

Hermes de Luna -

Da bancada paraibana na Câmara Federal, quatro deputados defendem o mandato de Eduardo Cunha (PMDB) e a permanência DELE na presidência da Casa. Partidos aliados do presidente da Câmara assinaram uma nota que demonstram "preocupação" com a intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF), que à unanimidade suspendeu o mandato do parlamentar. Entre os paraibanos, o deputado Hugo Motta (PMDB) assinou a nota. 

O deputado federal Benjamin Maranhão (SD) também se solidarizou com o presidente afastado. Ele teria feito uma visita a Eduardo Cunha depois do resultado do STF. Outro que se posicionou claramente contra a situação foi o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). Líder do PP, Aguinaldo afirmou que é preciso ter "humanidade" com Eduardo Cunha, que foi afastado também do cargo de presidente. 

Na nota divulgada pelos aliados, deputados federais do PMDB, PP, PR, PSD, PTB, SD, PSC, PTN e PHS defendem o mandato de Cunha. Seus aliados já pressionam o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-AM), a convocar novas eleições para presidente, já que a suspensão do mandato de Cunha é por tempo indeterminado. 

Do mesmo partido de Maranhão, Aguinaldo Ribeiro defendeu que os deputados devem ter “senso de responsabilidade”. Na nota assinada por Hugo Motta, os parlamentares ressaltam que a interferência do Supremo, mesmo por unanimidade, "demonstra desequilíbrio institucional entre os Poderes da República". 

Outros aliados do deputado federal Eduardo Cunha são os deputados estaduais Wellington (PR) e Manoel Júnior (PMDB). Porém, ele não fizeram manifestações públicas sobre o caso.

Após a decisão do Supremo, a residência oficial do presidente da Câmara virou local de peregrinação de aliados. Passaram pelo local o líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), e os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Beto Mansur (PRB-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ), Wellington Roberto (PR-PB), entre outros. A reunião se estendeu até depois das 22h30.

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