sexta-feira, 22 de abril de 2016

Em discurso na ONU, Dilma evita falar em ‘golpe’: “O povo saberá impedir retrocessos”

Correio Braziliense -

Contrariando a expectativa, a presidente Dilma Rousseff adotou uma linha totalmente cautelosa para destacar o grave momento político do Brasil.

Em discurso na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a presidente Dilma Rousseff dedicou praticamente todo o tempo de sua fala para ressaltar a necessidade de que os países em desenvolvimento precisam de suporte para colocar em prática os termos do acordo.
 Dilma ressaltou a crise vivida na ética e na política brasileira apenas no final de sua fala, quando ressaltou que não seria possível terminar a fala sem mencionar “o grave momento do Brasil”. “A despeito disso digo que o Brasil é um grande país. Nosso povo é um povo trabalhador e que saberá, com toda certeza, impedir quaisquer retrocessos”.
Ao fim do evento, na entrevista ao estilo “quebra-queixo com jornalistas”, a expectativa é de que a presidente aproveite para explicar à imprensa brasileira e internacional o drama que vive no país com o que define como “golpe” a da “traição” do vice-presidente, Michel Temer.

Clima

Pouco antes do discurso de Dilma, o presidente da França, François Hollande, também discursou. Em uma fala rápida, ele clamou aos chefes de Estado a mobilizar seus países contra as mudanças climáticas. “Nós precisamos assegurar que nossas palavras virem ações”, disse. O líder francês também falou sobre o aumento da temperatura no mundo, que já afeta diversas regiões e aumenta a fome.

A tendência, a partir do encontro de hoje, é que 171 países assinem o acordo de mudança climática. O documento foi fechado em dezembro do ano passado em Paris, durante a COP 21.

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