segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Líder do PSDB no Senado reconhece que processo de Impeachment enfraqueceu

Redação com O Globo -

Foto: André Coelho / O Globo
Diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que teoricamente dificultou a tramitação do processo na Câmara dos Deputados, o PSDB agora aposta nos julgamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a chapa da petista, que podem levar à cassação também do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

“Com essa nova realidade, o processo de impeachment fica indiscutivelmente mais difícil e o caminho do TSE será a salvação. Em março e abril, a crise será muito mais aprofundada, e o país vai precisar de uma saída via eleição e respaldada pela Constituição”, disse o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), em entrevista ao Globo.
Uma decisão pela cassação no TSE levaria à convocação de novas eleições ou, conforme a jurisprudência da Corte, até mesmo à posse do segundo colocado, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Essa possibilidade, porém, não agrada aos tucanos. O fundamento da tese que voltou a ganhar força no partido é que ninguém terá legitimidade para tirar o país da crise sem passar pelo voto popular — nem Temer, nem Aécio.

Os oposicionistas admitem que, com as decisões do STF sobre o rito do processo de impeachment, como a obrigação de eleição de uma comissão indicada pelos líderes e a palavra final sobre o afastamento cabendo ao Senado, ficou mais difícil tirar Dilma por esse caminho. E a possibilidade de o Supremo afastar Cunha, diante do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), faz com que se reforce a expectativa pela decisão do TSE. 

Isso porque, caso se convoquem novas eleições, cabe ao presidente da Câmara assumir a Presidência da República até que se eleja o novo mandatário.

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