quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Professores da UEPB suspendem greve que durava cinco meses

G1 PB -

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram suspender a greve, que completa cinco meses nesta quinta-feira (19). Durante assembleia realizada na manhã desta quitna-feira, os professores decidiram retomar o trabalho e aguardar o cumprimento do acordo por parte do governo do Estado. As aulas vão ser retomadas na segunda-feira (23). 

A greve da UEPB começou no dia 19 de junho e desde então todas as atividades nos oito campi da instituição estavam com suas atividades paralisadas por tempo indeterminado. A greve afetou mais de 24 mil alunos nos campi da instituição em Campina Grande, Lagoa Seca, Catolé do Rocha, Araruna, Guarabira, João Pessoa e Monteiro.
Durante toda a greve, houve conversas entre docentes e reitoria, mas as negociação não avançaram. No dia 26 de outubro, professores do comando de greve ocuparam a reitoria da UEPB, em Campina Grande, e pediam uma negociação urgente entre reitoria e governo estadual para pôr fim a greve.
No dia 4 de novembro, os professores marcaram uma assembleia-geral na frente do prédio da reitoria para debater a greve. Antes do início da reunião, houve confusão entre alunos e docentes. Segundo os professores, dois estudantes tentou entrar na reitoria, onde eles tinham ocupado, ocasionando o bate-boca. Já os alunos, explicaram que a dupla foi beber água e seguranças e professores impediram.
As negociações com o governo do estado começou no dia 5 de novembro, um dia após a confusão. Em reunião com o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Finanças, Tárcio Pessoa, os docentes repassaram as propostas e ficou acordado que o governandor Ricardo Coutinho iria avaliar e, logo em seguida, se reuniria com os grevistas. Com o início do diálogo, os professores desocuparam a reitoria.
O governador Ricardo Coutinho, o reitor da UEPB, Rangel Júnior, comando de greve e o Ministério Público da Paraíba se reuníram na sexta-feira (13) e debateram as propostas. O governo do estado prometeu, entre outras coisas, melhorar a infraestrutura dos campi e um terreno para construção de um campi próprio em João Pessoa. Segundo o comando de greve, os docentes aceitaram as propostas, apesar de que nenhuma proposição sobre salários tenha sido feita.
Nesta reunião, ficou acertado que na segunda-feira (16) os grevistas fariam uma assembleia para votar pelo fim da greve. 

Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb) não convocou a reunião, quebrando o acordo feito. Por causa disto, o MPPB ajuízou uma ção civil pública pedindo a abusividade da greve. De acordo com a ação, a greve está prejudicando alunos e a sociedade 'diante da extrema essencialidade do serviço público de educação'



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