Calor no Sertão da PB chega a quase 40ºc e umidade de 11%, menor do que em desertos - Jornal Diário do Curimataú
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Calor no Sertão da PB chega a quase 40ºc e umidade de 11%, menor do que em desertos

Written By Diário do Curimataú on sábado, 28 de novembro de 2015 | sábado, novembro 28, 2015

Portal Correio -

Em períodos quentes e secos, população precisa ficar alerta para as doenças respiratórias e cuidados com a hidratação e alimentação

O semi-árido paraibano tem registrado baixos índices de umidade do ar, nos últimos meses. Nessa quinta-feira (26), o distrito de São Gonçalo, no Sertão, registrou apenas 18% de umidade. Em Cabaceiras e Monteiro, no Cariri, o índice ficou em 19%. Os números foram confirmados ao Portal Correio pela Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa).
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para a umidade do ar ser considerada aceitável ela precisa estar em nível superior a 30%. A região de Sousa, no Sertão, atingiu o pior índice registrado na Paraíba este ano. No dia 27 de outubro, a umidade ficou em torno dos 11%.
Apesar dos baixos índices, a meteorologista Marle Bandeira destaca que a baixa umidade do ar é comum nesta época do ano. Segundo ela, as alterações climáticas promovidas pelo fenômeno El Niño são as principais responsáveis por essa queda na umidade do ar.
“O El Niño altera todo o padrão climático do globo. No Sul, o efeito dele é o aumento na ocorrência de chuvas fortes; no Sudeste, o tempo fica mais quente. Já no Norte e Nordeste acontece a redução de chuvas. Ou seja, aqui, o efeito é de inibição da formação de nuvens, então o ar fica mais quente e seco”, explica.
Com a baixa umidade do ar, a população precisa ficar alerta para as doenças respiratórias, uma vez que é natural que as vias aéreas fiquem ressecadas. Além disso, o ar tende a ficar mais poluído e o funcionamento dos cílios das narinas, responsáveis por filtrar o ar, fica prejudicado.
Em caso de sangramento nas narinas, a orientação é de que a pessoa use soro fisiológico para higienizar a área. Substituir vassouras por panos úmidos na hora de fazer a limpeza da casa também pode ajudar, assim como colocar bacias com água em vários ambientes da casa.
Outras consequências comuns são: dificuldade de respirar, tosse seca, sede excessiva, pele ressecada, indisposição e cansaço. A orientação geral é de que a população reforce os cuidados com a hidratação e alimentação saudável.

Temperatura
O calor também tem sido bastante intenso nas últimas semanas. “Ontem [quinta-feira], por exemplo, foi um dos dias mais quentes aqui na Paraíba. Campina Grande alcançou uma máxima de 34,3º C; Monteiro, 36º C; e Sousa teve a maior temperatura, 38,1º C”, relata Marle Bandeira.
Mesmo com a proximidade do Verão, que começa oficialmente no dia 21 de dezembro, a meteorologista acredita que a situação não deve sofrer grandes alterações.

Quanto a previsão para o início de 2016, Marle Bandeira disse que a Aesa prepara um boletim que deve ser divulgado no próximo mês. 


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