Revelando os Brasis V lança o filme Sonho Novo, em Barra de Santa Rosa (PB) - Jornal Diário do Curimataú
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Revelando os Brasis V lança o filme Sonho Novo, em Barra de Santa Rosa (PB)

Written By Diário do Curimataú on sábado, 31 de outubro de 2015 | sábado, outubro 31, 2015

Redação -

A ficção produzida no município paraibano será exibida no dia 31 de outubro em sessão aberta e gratuita. O Circuito Nacional de Exibição do projeto  percorrerá as cinco regiões do país até o final de novembro para lançar os 20 curtas-metragens feitos por moradores de pequenas cidades brasileiras.
Romário é um jovem que sonha tornar-se universitário. A falta de chuva obriga ele e seu pai a irem embora para outro Estado, este é o ponto de partida da história criada pela professora Sandra Buriti, uma das 20 selecionadas do Revelando os Brasis – Ano V. A obra será lançada no dia 31 de outubro, às 19 horas, na Praça Frei Martinho, em Barra de Santa Rosa, na Paraíba, como parte da programação do Circuito Nacional de Exibição da quinta edição.  O projeto é realizado pelo Instituto Marlin Azul com patrocínio da Petrobras.
Inaugurado em 22 de outubro, o Circuito Revelando os Brasis percorrerá o país até 27 de novembro. Divididos em duas rotas, dois caminhões adaptados para se transformar em cabine de projeção vão percorrer cerca de 25 mil quilômetros, realizando 35 sessões de cinema ao ar livre nos 20 pequenos municípios com até 20 mil habitantes onde as histórias foram gravadas e nas 15 capitais dos estados participantes. Os veículos levam tela de cinema, projetores e cadeiras.
Contemplando as cinco regiões brasileiras, o Circuito percorrerá em 35 dias localidades dos estados de Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A nova edição é composta por 11 documentários e 09 ficções. Com roteiro, produção e direção dos autores selecionados, a mostra traz um conjunto de histórias sobre lendas, causos, crendices, personagens populares, tradições, destacando temas que registram a memória e a diversidade cultural brasileira e valorizam novos olhares sobre o Brasil.
O Revelando os Brasis promove a democratização do acesso aos meios de produção audiovisual, oferecendo aos moradores das pequenas cidades com até 20 mil habitantes a possibilidade de contar suas próprias histórias através do cinema. 
A história – A inspiração para a história veio de dezenas de relatos de famílias que perderam sonhos e esperanças diante da condenação lenta e implacável da seca. “Esta é a realidade de assentados que amargam uma vida sem água, sem perspectiva e com poucas chances de estudar. Muitos decidem ir embora para conseguir dinheiro em outros lugares, deixando mulheres e filhos. Os filhos mais velhos também deixam suas casas para trabalhar em colheitas de lugares distantes, enterrando o sonho de estudar”, relata a diretora.
Apesar da migração forçada e do calvário revivido pelas famílias ao longo das gerações no agreste paraibano, Sandra preparou um destino novo para seus personagens. “Quero dar um outro desfecho para esta história. (…) Nós, nordestinos, desenvolvemos laços muito fortes com nossa família. A história apontará para um caminho de esperança”, adianta. Com 14.847 habitantes, de acordo a estimativa populacional do IBGE de 2013, Barra de Santa Rosa está localizada na microrregião do Curimataú, em um dos territórios com maiores índices de desertificação, e onde se formou um polo de assentamentos rurais.
A diretora – Casada há 24 anos, Sandra foi mãe aos 16 anos. Hoje tem dois filhos, um com 23 anos e outro com 14 anos, e uma neta com quatro anos de idade. Ser professora era seu sonho de infância. Ela conta que sempre se empenhou em construir uma escola dinâmica e criativa capaz de ultrapassar o modelo tradicional de ensino e aprendizagem.
Um de seus trabalhos chamou a atenção de órgãos federais de educação. “No ano de 2006, eu tinha uma turma de 30 alunos de ensino fundamental que não prestava atenção nas aulas e costumava riscar as carteiras. Foi quando decidi mostrar para eles o que era riscar de verdade. Apresentei aos alunos alguns pintores, como Tarsila do Amaral, e ofereci materiais através do qual pudessem desenhar e pintar para expressar o que sentiam”, conta a professora.
Estes ensinamentos começaram a fazer parte dos conteúdos das matérias como Português, Matemática, História, Geografia. “Por exemplo, na aula de Matemática, eles aprendiam a calcular as dimensões da tela de pintura”, explica. No decorrer de oito meses, por meio de atividades individuais e coletivas, os alunos passaram a se interessar mais pelas disciplinas, além de terem aprendido um pouco sobre as cores e as técnicas de pintura.
Ao final das atividades, uma exposição com 30 pinturas feitas pelos alunos em que expressavam sentimentos relacionados à seca, a fome, o amor, e outros temas, puderam ser apreciados pela comunidade. No ano de 2007, esta iniciativa desenvolvida na Escola de Ensino Fundamental Cícera da Silva Souza ganhou o Prêmio Professores do Brasil, se posicionando entre as dez melhores do país.
Com premiação em dinheiro e a divulgação do projeto em um livro, o concurso é uma promoção da Secretaria de Estado da Educação e Cultura, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed). O objetivo é fortalecer a escola com núcleo de cidadania na própria comunidade.
Dinâmica e determinada, Sandra defende a modernização do método de ensino convencional e incentiva o professor a utilizar na sala de aula o lúdico, a expressão corporal, o teatro, a música, as artes plásticas, e outras formas de cultura. “Adoro trabalhar com projetos dentro da escola. Fica mais fácil atingir os objetivos e as metas do ano escolar, evita que o professor se prenda dentro dos conteúdos formais e o estimula a trabalhar de forma interdisciplinar e integrada”, defende Sandra.
Conheça um pouco mais sobre o Revelando os Brasis
Lançado em 2004, o Revelando os Brasis realizou quatro edições que resultaram na produção de 180 obras, entre ficções, documentários e uma animação. Depois das histórias selecionadas, os autores participam de uma oficina audiovisual com duração de 15 dias, no Rio de Janeiro, onde aprendem noções básicas de roteiro, direção, produção, direção de fotografia, direção de arte, som, mobilização comunitária. Após o curso, os autores retornam às cidades para a gravação dos filmes com o acompanhamento de uma produtora custeada pelo projeto e a participação de membros da comunidade em funções artísticas e de produção.
Na etapa de difusão, os filmes são apresentados nas comunidades e nas capitais através de sessões de cinema com entrada franca em praças e ruas dos municípios. Na fase seguinte, as produções do projeto ganham lançamento em DVD com distribuição gratuita entre organizações sociais e culturais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil. Promovido em 2013, o 5º Concurso  Nacional de Histórias do projeto recebeu 951 inscrições.
SERVIÇO
Circuito Nacional de Exibição Revelando os Brasis – Ano V
Lançamento do filme Sonho Novo
Data: 31/10/15
Horário: 19h
Local: Praça Frei Martinho – Centro – Barra de Santa Rosa (Paraíba)
Sonho Novo
Roteiro, direção e produção: Sandra Oliveira Buriti
Barra de Santa Rosa – PB
Nasceu em 1975. Ensino Superior. Professora.
Ficção: No curimataú paraibano, o jovem Romário sonha em ser universitário, mas a seca o obriga a procurar emprego em outro Estado. O inesperado acontece quando a pequena Natinha dorme: seus sonhos mudam completamente a viagem dos dois. 
Revelando os Brasis V lança o filme
Quando Batem as Seis Horas, em Aparecida (PB)
A ficção produzida no município paraibano será exibida no dia primeiro de novembro  em sessão aberta e gratuita. O Circuito Nacional de Exibição do projeto  percorrerá as cinco regiões do país até o final de novembro para lançar os 20 curtas-metragens feitos por moradores de pequenas cidades brasileiras.
Na pequena cidade de Aparecida, na Paraíba, o rádio ainda é o canal de comunicação preferido dos mais antigos. Quem transformou esta história em filme foi a jornalista, Mikaely de Sousa Batista, moradora do Aparecida, selecionada pela quinta edição do Revelando os Brasis. A obra “Quando Batem as Seis Horas” será lançada no dia primeiro de novembro, às 20 horas, na Praça João Vital Oliveira, no Centro do município, como parte da programação do Circuito Nacional de Exibição da quinta edição. O projeto é realizado pelo Instituto Marlin Azul com patrocínio da Petrobras.
Inaugurado em 22 de outubro, o Circuito Revelando os Brasis percorrerá o país até 27 de novembro. Divididos em duas rotas, dois caminhões adaptados para se transformar em cabine de projeção vão percorrer cerca de 25 mil quilômetros, realizando 35 sessões de cinema ao ar livre nos 20 pequenos municípios com até 20 mil habitantes onde as histórias foram gravadas e nas 15 capitais dos estados participantes. Os veículos levam tela de cinema, projetores e cadeiras.
Contemplando as cinco regiões brasileiras, o Circuito percorrerá em 35 dias localidades dos estados de Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
A nova edição é composta por 11 documentários e 09 ficções. Com roteiro, produção e direção dos autores selecionados, a mostra traz um conjunto de histórias sobre lendas, causos, crendices, personagens populares, tradições, destacando temas que registram a memória e a diversidade cultural brasileira e valorizam novos olhares sobre o Brasil.
O Revelando os Brasis promove a democratização do acesso aos meios de produção audiovisual, oferecendo aos moradores das pequenas cidades com até 20 mil habitantes a possibilidade de contar suas próprias histórias através do cinema.
A história – O mundo segue sempre inventando novas máquinas. As que chegam substituem as que existem trazendo benefícios para a humanidade. Inovações enterram velhos hábitos, criam novos comportamentos e necessidades. Apesar do avanço tecnológico permanente, algumas invenções se misturam tanto com as pessoas que parecem feitas de carne e osso.
Assim é o rádio. Carregado de sentimentos, este veículo de comunicação chegou às casas nas primeiras décadas do século XX com atributos marcantes: presença quente, constante e próxima. Não é difícil entender que, em alguns lugares, onde há o apego ao velho jeito de viver, o rádio seja um membro da família e permaneça na vida das pessoas, mesmo após tantas criações como a televisão e a internet.
A ideia de contar uma história a partir das emoções despertadas pelo rádio surgiu a partir do olhar da autora para a realidade de muitos idosos de Aparecida, município localizado no Alto Sertão da Paraíba e composto por 8.174 habitantes, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Muitos idosos se prendem ainda ao rádio. Mesmo sendo um veículo velho, ele tem o espírito novo. O filme pretende fazer uma exaltação ao rádio que não se perdeu ao longo do tempo apesar das novas tecnologias”, explica a diretora, estudante de Jornalismo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
A diretora – De temperamento dinâmico e empreendedor, Mikaely costuma acumular tarefas, o que lhe capacitou a enfrentar vários desafios nas áreas de produção e comunicação. Já atuou como assistente executiva, diretora de produção e produtora executiva de várias obras audiovisuais. Integrou a equipe de produção em curtas-metragens como “Maria do Caixão”, “Arrumando as Malas”, “Ricardo, um Grande Homem”, “A Alma das Ruas” e “Lourdes Ramalho: um conto contado por Ela”.
Também trabalhou na produção e na assessoria de imprensa do Festival Audiovisual Comunicurtas, criado e coordenado por um dos selecionados na segunda edição do Revelando os Brasis, André da Costa Pinto, de Barra de São Miguel, na Paraíba.
“Fui muito estimulada pelo André que ministrou oficinas para ensinar a escrever uma boa história”, conta a diretora, apaixonada por cinema e jornalismo. Inspirada pela busca de conhecimento, a diretora encontrou na quinta edição uma oportunidade de valorizar sua comunidade e seu município. “Com a realização do filme, quero devolver para a cidade todo o apoio recebido. Quero mostrar para as pessoas que valeu a pena”, destaca a autora.
Conheça um pouco mais sobre o Revelando os Brasis
Lançado em 2004, o Revelando os Brasis realizou quatro edições que resultaram na produção de 180 obras, entre ficções, documentários e uma animação. Depois das histórias selecionadas, os autores participam de uma oficina audiovisual com duração de 15 dias, no Rio de Janeiro, onde aprendem noções básicas de roteiro, direção, produção, direção de fotografia, direção de arte, som, mobilização comunitária. Após o curso, os autores retornam às cidades para a gravação dos filmes com o acompanhamento de uma produtora custeada pelo projeto e a participação de membros da comunidade em funções artísticas e de produção.
Na etapa de difusão, os filmes são apresentados nas comunidades e nas capitais através de sessões de cinema com entrada franca em praças e ruas dos municípios. Na fase seguinte, as produções do projeto ganham lançamento em DVD com distribuição gratuita entre organizações sociais e culturais, bibliotecas, universidades e cineclubes de todo o Brasil. Promovido em 2013, o 5º Concurso  Nacional de Histórias do projeto recebeu 951 inscrições.
SERVIÇO
Circuito Nacional de Exibição Revelando os Brasis – Ano V
Lançamento do filme Quando Batem as Seis Horas
Data: 1º/11/15
Horário: 20 horas
Local: Praça João Vital Oliveira (Paraíba)
Quando Batem as Seis Horas
Roteiro, direção e produção: Mikaely de Sousa Batista
Aparecida – PB
Nasceu em 1992. Ensino Superior. Estudante.
Ficção: Docudrama que detalha a importância do rádio, em pleno século XXI, na vida de uma mulher solitária, que vive na zona rural de Aparecida.
Rotas do Circuito Nacional de Exibições – Revelando os Brasis Ano V
brasis
Mais informações:


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(27) 3345-6632/3345-6682

Instituto Marlin Azul
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