Delegado diz que a maior parte dos bens do italiano que chefiava um esquema internacional de “lavagem de dinheiro” está em Picuí - Jornal Diário do Curimataú
Delegado diz que a maior parte dos bens do italiano que chefiava um esquema internacional de “lavagem de dinheiro” está em Picuí

Delegado diz que a maior parte dos bens do italiano que chefiava um esquema internacional de “lavagem de dinheiro” está em Picuí

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G1 PB
O empresário italiano suspeito de chefiar um esquema internacional de lavagem de dinheiro com ramificação na Paraíba tem bens avaliados em R$ 4 milhões comprados com o dinheiro do crime no estado. A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira (18) pelo delegado da Polícia Federal Fabiano Emídio. De acordo com o delegado, a maior parte dos bens, como fazendas, casas e terrenos, está na cidade de Picuí. O italiano, que tem residência na Paraíba, está no Brasil em local não divulgado e a Polícia Federal procura o suspeito com mandados de intimação.

As investigações para desarticular o esquema começaram em 2009. O italiano, que tem 40 anos, chegou ao Brasil em 2005, mas não há informações de quando ele chegou à Paraíba. Fabiano Emídio informou que pelo menos dez pessoas têm ligação com o esquema. O empresário italiano recrutava 'laranjas', como amigos e empregados, para o funcionamento da lavagem internacional de dinheiro.

“Aqui na Paraíba ele montou uma empresa de mineração de fachada e exportava, apenas no papel, uma quantidade de minérios que chegava a um milhão de dólares, sem que saísse uma pedra daqui. As empresas sediadas na Suíça faziam a remessa do pagamento", explicou.

As investigações indicam – mas ainda não comprovaram – que o dinheiro seria oriundo de 'crimes falimentares', quando uma empresa usa de má-fé para abrir um processo de falência e deixa de honrar os compromissos contraídos com os credores.

Fabiano Emídio ressaltou que a operação que desarticulou o esquema tem como objetivo apenas a busca e apreensão e sequestro de bens móveis e imóveis. “Caso o suspeito venha a ser preso, vai ser em decorrência do processo judicial. O suspeito pode responder por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro”, acrescentou.

O dinheiro entrou no Brasil pela Paraíba, mediante contratos de câmbio falsos. Em território nacional, o dinheiro foi investido em nome de laranjas em empreendimentos na Paraíba, no Mato Grosso do Sul, em Brasília e no Rio de Janeiro. Em todos esses locais, a Polícia Federal cumpre mandados expedidos pela Justiça Federal na Paraíba. Aproximadamente R$ 10 milhões devem ser sequestrados nesta quarta-feira entre bens móveis e imóveis.